O Conselho Monetário Nacional (CMN) passa a ter poderes ampliados a partir da implantação da nova moeda, o real. Transformado em verdadeiro guardião da nova moeda, tendo o Banco Central (BC) como órgão assessor, o novo Conselho vai decidir com votos exclusivamente de representantes do governo. A independência do BC será decidida pelo Legislativo, pois o governo encaminhará em setembro projeto de lei ao Congresso Nacional propondo a autonomia do BC. De acordo com a medida provisória que cria o real, caberá ao CMN regulamentr o lastreamento da moeda, definir como o BC administrará as reservas internacionais do país e ainda estabelecer a paridade entre o real e o dólar. Será o Conselho também quem vai autorizar a emissão temporária de até 5% do montante de reais emitidos para suprir a necessidade que o governo possa ter (O Globo).