O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,68% no primeiro trimestre deste ano ante o mesmo período do ano passado, alavancado principalmente pela indústria de transformação, com aumento de 7,6% ante janeiro-março de 1993, e pelas lavouras, com expansão de 11,01%, prometendo colheita recorde de 75,1 milhões de grãos até setembro. Os números divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmaram a manutenção, nos primeiros três meses de 1994, da tendência de retomada da atividade econômica, iniciada no último trimestre de 1992. Todos os indicadores do PIB trimestral foram positivos. Cresceu 4,08% o PIB do primeiro trimestre deste ano, comparado com o do último trimestre do ano passado (com ajuste sazonal). Na taxa anualizada até março, o PIB teve expansão de 5,34%, com alta de 0,37 ponto percentual em relação ao PIB de 4,97% de 1993. O coordenador de contas nacionais do IBGE, Almir Cronemberger, destacou como consequ"ências mais positivas desse desempenho o crescimento do PIB per capita em 3,37% (medida pela taxa anualizada) e o aumento da participação da taxa de investimento no PIB, que pulou de 15%, em dezembro de 1993, para uma taxa acima de 16%, na estimativa do economista do IBGE. O aumento da renda per capita foi fruto de uma expansão do produto real superior à taxa demográfica/ano da população, de 1,93%, enquanto o crescimento dos investimentos se deveu à elevação da produção física de bens de capital em 21%, até março, ante 15% até dezembro último (GM).