Levantamento feito pelo Instituto de Terras do Pará (Iterpa) mostra que, entre 1980 e 1993, ocorreram 466 mortes no estado por conflitos por posse de terra. O presidente do Iterpa, Fernando Velasco, disse que esses enfrentamentos assumiram dimensões quase incontroláveis, transformando o Pará em recordista em conflitos agrários no país. Segundo o levantamento, os anos mais violentos foram os de 1985, com 98 mortos no campo, e o de 1986, com 77 mortes. Para Velasco, são responsáveis por esses conflitos as intensas migrações, a abertura de novas rodovias, a concentração fundiária e a indefinição do governo em relação à política agrária. Ele criticou a verdadeira confusão de leis e órgãos fundiários criados e extintos ao longo das últimas décadas (O Globo).