Nada mudou na Comissão de Orçamento do Congresso Nacional, revela estudo do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Os autores, Argelina Figueiredo e Fernando Limongi, da UNICAMP, constataram que a estrutura fisiológica da comissão permanece intacta. "É ali que se cuida dos interesses paroquiais", define Argelina. Para ela, o funcionamento da comissão abre brechas para a corrupção. "O processo privilegia grupos que controlam cargos centrais como a relatoria e a presidência", afirma. Isso dá margem a que uma minoria controle as verbas", completou. Apesar de tudo, este Congresso afastou um presidente da República, cassou 10 deputados por corrupção ou falta de decoro e levou outros quatro à renúncia (JB).