O comerciante Paulo César Pereira da Silva foi condenado, anteontem, a permanecer um ano e seis meses sob liberdade condicional, por ter tentado matar em 1991 o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria (PA), Carlos Cabral. Ferreira confessou ter tentado matar Cabral, que sobreviveu à emboscada. Apesar da confissão, preveleceram (quatro votos a três) as alegações do advogado de defesa, Flávio Guimarães. Ele disse que Ferreira atirou apenas para assustar. Ferreira é o segundo acusado de atentados contra sindicalistas na região a ser julgado no Pará. Há dois meses, o ex-PM José Ubiratan Ubirajara foi condenado a 50 anos pelas mortes de José Paulo Canuto. Os dois eram cunhados de Carlos Cabral. O julgamento aconteceu na Câmara Municipal de Rio Maria. A expectativa agora em Rio Maria é o julgamento do fazendeiro Jerônimo Amorim, dono da Fazenda Nazaré, em Xinguara, acusado de ser o mandante do assassinato do sindicalista Expedito Ribeiro de Souza. O julgamento seria realizado e setembro do ano passado, em Rio Maria, mas foi transferido para o Município de Xinguara, a 25 km de Rio Maria. Além de Amorim, serão julgados o gerente da Fazenda Nazaré e o pistoleiro "Barreirito", autor dos disparos à queima-roupa que mataram Expedito (FSP) (JB).