A polícia está investigando a possível participação dos dois menores assassinados na noite de anteontem no Parque do Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro (capital), no arrastão ocorrido, sete horas antes, num ônibus da linha 455 (Méier-Copacabana). Um dos passageiros, o aposentado Gilberto Ribeiro dos Santos, morreu de infarto após perseguir os ladrões, que desembarcaram do ônibus a dois quilômetros da Praça Nicarágua, onde os dois menores foram assassinados, a cerca de 100 metros da casa do coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira, comandante da Polícia Militar. "Eu creio que a relação entre a morte do aposentado e o assassinato destes adolescentes pode ter sido uma reação psicológica. Um maluco, de arma na mão, que resolveu fazer justiça. A maneira como o crime ocorre, no entanto, é semelhante à chacina da Candelária", comentou o delegado José Schiavo Filho, diretor do Departamento Geral de Policiamento da Capital (DGPC). Os adolescentes Silvinho e Negão foram mortos com um tiro cada um, quando estavam num ponto de ônibus da Praia de Botafogo, por volta das 22h, com outros oito menores. Três garotos ficaram feridos à bala. O assassino usou um revólver calibre 38 (O Globo).