O Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS do Rio de Janeiro (GAPA-RJ), instituição que se denomina beneficiente, está vendendo medicamentos que recebe através de doações de particulares ou de empresas, o que fere seu próprio estatuto. A venda dos medicamentos-- com preço inferior ao de mercado-- é feita, muitas vezes, sem recibo. Quando o comprador pede um comprovante, lhe entregam um recibo como se tivesse feito uma doação ao GAPA. Ontem, a dona de casa Maria do Carmo Fernandes, de 59 anos, comprou, acompanhada de uma repórter do "Globo", duas caixas de Zoltec Fluconazol, por CR$135 mil (cada caixa custa CR$176 mil nas farmácias), na sede do GAPA, na Tijuca. O recibo de doação foi assinado pela tesoureira do GAPA, Iara de Camargo Moureau. Sem saber que o "Globo" presenciara a transação, a presidente da instituição, Leandra de Toledo, negou a venda de medicamentos (O Globo).