A segunda tentativa do governo do Espírito Santo de vender sua participação na ESCELSA, a companhia de energia do estado, fracassou ontem, e o presidente do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), Luiz Fernando Victor, que coordenou a operação, responsabilizou a Comissão Diretora do Programa Nacional de Desestatização (PND) pelo fracasso. Segundo ele, a falta de definição sobre o modelo de privatização da participação federal na ESCELSA fez com que o mercado se desinteressasse desse leilão. Não houve lance nem pelo preço base de US$100 e nem mesmo quando o leiloeiro anunciou que seriam aceitas ofertas abaixo do preço base. A participação estadual na ESCELSA que seria leiloada ontem é 20,88% do capital total da companhia, composto apenas por ações ordinárias, ou seja, com direito a voto. O problema é que a ELETROBRÁS detém 72,34% das ações, e ainda não se sabe se a venda dessa participação, prevista para agosto, será pulverizada ou se o controle acionário será vendido em bloco. Se a Comissão de Desestatização optar pela venda em bloco, não adiantaria um investidor comprar antes os 20% do governo do Espírito Santo (O Globo).