PERÍCIA CONCLUI LAUDO SOBRE CRIME DE SÃO CARLOS

A dirigente nacional do PSTU, Rosa Hernandes Sundermann, assassinada há 11 dias em São Carlos (SP) com o marido, José Luís Sundermann, sindicalista e também do PSTU, foi agredida antes de ser morta. O assassino, antes de disparar o tiro próximo da orelha esquerda, deu uma pancada no lado esquerdo do rosto da mulher, que teve o maxilar fraturado. Essas informações constam do laudo do Instituto Médico Legal (IML) divulgado ontem pela polícia de São Carlos. O casal foi assassinado com projéteis calibre 38. Rosa estava sentada no sofá da sala de sua casa e tentou defender-se com o braço esquerdo, também atingido por um tiro. Com o impacto do disparo, caiu sobre o sofá. O marido, sentado em uma cadeira, levou dois tiros perto da orelha esquerda e caiu no chão. O laudo diz que os tiros não foram disparados à queima-roupa. Uma comissão de sindicalistas da região vai pedir hoje ao delegado que comanda as investigações mais agilidade e oferecer apoio aos policiais. No Rio de Janeiro (RJ), o advogado André Barros, designado pela Comissão de Direitos Humanos da OAB para acompanhar as investigações sobre o assassinato dos militantes do PT Hermógenes da Silva Almeida Filho e Reinaldo Guedes Miranda, há uma semana, disse ontem que foi ameaçado de morte por meio de telefonema anônimo (O ESP).