QUÓRUM BAIXO LIVRA MAIS TRÊS DA CASSAÇÃO

Mais três dos 18 parlamentares acusados pela CPI do Orçamento foram inocentados ontem. Ambos tiveram mais votos pela cassação do que pela absolvição, mas o número de presentes era pequeno. No Senado Federal, 63 dos 81 senadores registraram presença na sessão que julgou Ronaldo Aragão (PMDB-RO), mas apenas 56 votaram. O placar registrou 28 votos pela cassação, 19 pela absolvição e nove abstenções. Para a cassação eram necessários 41 votos. A Comissão Especial do Senado havia recomendado a cassação. Na Câmara dos Deputados, votaram 372 dos 503 deputados, o que facilitou a situação de Ézio Ferreira (PFL-AM). O placar foi de 179 votos pela cassação, 175 pela absolvição, cinco em branco e 13 abstenções. Eram necessários 252 votos para a cassação. Também na Câmara, o deputado Daniel Silva (PFL-MA) foi absolvido da acusação de envolvimento com a máfia do Orçamento por 171 votos "sim", 155 votos "não" e 11 abstenções. Um dos "anões" da Comissão Mista de Orçamento, que presidiu em 1991, o senador Ronaldo Aragão foi acusado de desviar US$673 mil de subvenções sociais para a Fundação J.R. Aragão, que ele mesmo criou. Recebeu dinheiro de empreiteiras nas suas contas bancárias, onde a CPI encontrou US$500 mil sem explicação para a origem. Já o deputado Ézio Ferreira movimentou em suas contas bancárias, de 1990 a 1992, US$14,5 milhões, 35 vezes mais que a renda declarada ao Fisco (FSP) (O ESP) (O Globo).