UNICEF ADVERTE SOBRE AUMENTO DA PROSTITUIÇÃO INFANTIL

Um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lança um sério alarme sobre o crescimento de uma atividade aberrante no mundo: o turismo sexual com origem nos países ricos e destino nos países em desenvolvimento, que já envolve mais de um milhão de crianças. Os abusos sexuais de menores por parte de turistas e homens de negócios estrangeiros faz parte do cotidiano de muitos países, entre os quais o Brasil, onde, segundo o relatório, 500 mil crianças se prostituem. Outros que figuram na lista são a Índia (com 300 mil crianças prostituídas), Tailândia (100 mil), Filipinas (100 mil) e Taiwan (100 mil). Na China, onde não há estatísticas mais precisas, o UNICEF calcula em centenas de milhares os menores que vendem o corpo. No total da Ásia, há mais de um milhão de menores se prostituindo. Países como Cuba, Argentina e Chile também são apontados como destino de "turismo sexual". O UNICEF lamenta que apenas a Alemanha, Noruega e Suécia tenham aprovado leis para reprimir no próprio país de origem os "turistas sexuais". França, Nova Zelândia e Austrália estudam medidas semelhantes. "Nenhum governo promove oficialmente o turismo sexual, mas sem dúvida uns fazem mais que outros para proteger a infância deste tipo de prática", acusa o relatório, que lembra que o artigo 34 da Convenção sobre os Direitos da Criança obriga os países a pôr fim à exploração e abuso das crianças. Dados sobre taxas de natalidade também fazem parte do relatório Progresso das Nações do UNICEF. A entidade aponta como uma boa notícia a redução para metade das taxas de fecundidade nestes países, em apenas uma geração, o que é atribuído ao uso crescente dos métodos anticoncepcionais. A proporção de mulheres casadas que recorre a eles passou de 10% nos anos 60 para 55% atualmente. Em média, as famílias têm hoje 3,7 filhos, contra seis há 30 anos. O UNICEF registra também o sucesso de campanhas de vacinação contra doenças como a poliomielite e o sarampo (O Globo).