As empresas estão acelerando o ritmo das demissões antes da virada para o real, em 1o. de julho. Nem mesmo a criação pelo governo de uma multa rescisória de 50% sobre o valor do último salário em caso de demissões a partir de março está contendo as dispensas. A multa, que consta da Lei no. 8.880, que criou a URV, deverá ser abolida no próximo dia 30. Ao contrário do que era esperado, o número de demissões neste período vem superando os números do ano passado nas indústrias dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. No setor de serviços, os bancos estão entre os que mais têm demitido pessoal às vésperas do real. Só nos primeiros 15 dias de junho, 212 bancários foram demitidos no Rio. Entre março e maio foram homologadas 1.028 demissões (897 no mesmo período do ano passado). Nas fábricas, o quadro também é bem pior do que em 1993. Entre março e a primeira semana de junho, foram demitidos 28.433 trabalhadores na indústria paulista-- 2.635 demissões só na primeira semana de junho. Em 1993, o quadro era inverso: 26.027 contratações no mesmo período (JB).