CESP CRIA RESERVA PARA ÍNDIOS EM EXTINÇÃO

Perseguidos e quase levados à extinção pela civilização branca, os índios offaiés-xavantes, que habitam a margem direita do Rio Paraná, na região de Brasilândia (MS), já podem sonhar com a preservação de seu grupo étnico. Com as obras de construção da Usina Hidrelétrica de Porto Primavera, a Companhia Energética de São Paulo (CESP) vai reassentar definitivamente os últimos 25 remanescentes do grupo, em área de 484 hectares de matas adquiridas especialmente para a tribo. A atual reserva de 110 hectares será arrendada pela FUNAI de um fazendeiro da região, inundada pelo lago artificial da nova barragem. Até setembro, os índios serão transferidos, em obediência a um convênio firmado entre a CESP e a FUNAI, que prevê ainda a construção de casas, poços semi-artesianos, escola, posto de atendimento sanitário e assistência técnica para a garantia sócio-econômica do grupo (O ESP).