Passados 11 anos da morte de 16 índios yanomamis na aldeia Haximu, na fronteira da Venezuela com Roraima, em julho de 1993, ninguém está preso e a Polícia Federal não consegue localizar os acusados nem as testemunhas de acusação e defesa. Apenas um corpo foi achado. O advogado dos garimpeiros, Eliodoro Mendes, diz que não há provas materiais. As cinzas do que seriam os outros corpos estão em cabaças guardadas pelos yanomamis. A posição oficial da Justiça é de não requisitar as cinzas para exame, que poderia comprovar se são mesmo humanos. A Constituição (artigo 231) assegura o respeito às tradições indígenas, e os yanomamis lacram as cabaças e consomem as cinzas em rituais anuais. Foram denunciados à Justiça 24 garimpeiros, dos quais apenas sete com nome completo e endereço. Os outros 17 são identificados por apelidos. A terceira audiência judicial do caso está marcada para seis de julho. Ministério Público, PF e FUNAI (Fundação Nacional do Índio) se responsabilizam mutuamente pela não-localização dos acusados (FSP).