O Movimento de Preservação de São Sebastião (Mopress) e a Associação em Defesa da Juréia, duas organizações não-governamentais (ONGs), entraram com petição no Fórum da Justiça Federal, em São José dos Campos (SP) para impedir de novo os exercícios de tiro da Marinha no Arquipélago de Alcatrazes, no litoral norte. As operações militares no arquipélago, habitado por 450 espécies animais, ficaram suspensas por 18 meses em consequ"ência de sentença cautelar de novembro de 1992. Segundo os ambientalistas, a Marinha retomou nos últimos dias as atividades nas ilhas, após sentença favorável do juiz Gilberto Jordan, de São José dos Campos, em 29 de abril. Os ecologistas solicitam ao juiz a suspensão da medida. Ele tem 15 dias para dar parecer. Caso a apelação seja negada, as entidades vão entrar com representação junto ao Tribunal Federal Regional em São Paulo. A Marinha afirmou, em comunicado anteontem, que os exercícios em Alcatrazes são controlados e respeitam a fauna e a flora locais. "O setor que representa o ecossistema a ser preservado situa-se completamente fora e afastado da área de alvos", diz a nota (O ESP).