A DECLARAÇÃO FINAL DA IV REUNIÃO DE CÚPULA IBERO-AMERICANA

A declaração final da IV Reunião de Cúpula Ibero-Americana, encerrada ontem na cidade colombiana de Cartagena das Indias, está centrada no livre comércio e na busca de desenvolvimento com equIdade, sem esquecer os problemas sociais. O texto destaca que o comércio e a integração são essenciais para o desenvolvimento, pede o fortalecimento dos setores privados, recomenda das segurança legal aos investimentos estrangeiros e elogia os processos de modernização estatal, abertura econômica e privatização que estão sendo aplicados em muitos países latino- americanos. Os 23 chefes de Estado e de governo reunidos em Cartagena reiteram seu compromisso com a soberania e não-intervenção, e com "o direito de cada povo de construir livremente seu sistema econômico e político". Sobre os processos de integração na Ibero-América, os governantes concordaram em "propiciar sua convergência e ampliar os mercados mediante a liberalização comercial hemisférica". Também comprometem-se a "promover maiores correntes de comércio e investimento entre a América Latina e a União Européia, sendo a Espanha e Portugal pontos privilegiados de ligação entre os dois continentes". Conforme a declaração, a crise que a América Latina padeceu durante a última década teve um impacto social negativo, razão pela qual se recomenda "um enfoque integrado de desenvolvimento para se conseguirem o crescimento e a equIdade de forma simultânea e não sequ"encial, através de políticas sociais de efeitos distributivos, produtivos e de eficiência" (GM).