A Força Sindical vai reunir, em julho, empresários e representantes do governo federal para discutir as consequ"ências da abertura econômica na geração de empregos. O encontro tem como objetivo reverter o processo de demissões contínuas que vêm ocorrendo nos setores mais afetados pela concorrência internacional. Entre os participantes estão a FIESP e outras entidades patronais. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e membro da executiva da central, Paulo Pereira da Silva, nos últimos três anos foram dispensados 80 mil metalúrgicos apenas na capital. Ele atribui cerca de dois terços desse número à entrada de produtos importados no mercado brasileiro. Segundo ele, o setor de máquinas empregava, em 1990, 377 mil funcionários. Atualmente são 200 mil. As indústrias têxteis eliminaram quase 500 mil postos de trabalho nos últimos quatro anos. A abertura causou maiores cortes de pessoal do que a recessão econômica
80531 desse período. As fábricas se adaptaram à nova realidade e para
80531 tornarem-se mais competitivas aumentaram consideravelmente a produtividade.
80531 Hoje produzem mais com menos gente, afirmou o sindicalista (GM).