A Polícia Federal reabriu ontem outro inquérito do caso Israel, o que investiga a importação de US$16,9 milhões em armamentos para a Polícia Militar de São Paulo, feita sem licitação no governo Orestes Quércia-- candidato do PMDB à Presidência da República. Foi tomado o depoimento do empresário Mário Ungar, ex-diretor da Trace Trading Company, firma que intermediou o negócio. Ungar afirmou que o negócio foi legal, amparado em guias de importação da antiga CACEX. De outubro de 1989 a dezembro de 1990, o governo de São Paulo celebrou oito contratos no valor global de US$310 milhões para aquisição de aparelhos didáticos destinados às universidades estaduais, armas e equipamentos de comunicação para a PM e laboratórios para os peritos da Polícia Civil (O ESP).