O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, informou ontem, em Cartagena (Colômbia), que a proposta do Chile para uma associação com o MERCOSUL "é compatível com a Área de Livre Comércio Sul-Americana (ALCSA)". Segundo ele, o MERCOSUL e o Chile negociarão um acordo de complementação econômica que levará a uma área de livre comércio. O acordo, por proposta do Chile, deverá englobar regras para investimentos, normas fitossanitárias e serviços. O Chile também propõe sua participação como observador em alguns grupos de trabalho do MERCOSUL. Sobre o México, o ministro disse que os dois países não deverão negociar um acordo de livre comércio a curto prazo, apesar de o intercâmbio bilateral somar mais de US$1 bilhão, cifra que coloca o mercado mexicano como o terceiro mais importante nas relações comerciais do Brasil com a América Latina. Amorim disse que a negociação com o México "é mais complexa por causa do NAFTA". O Brasil está negociando acordos de livre comércio ou de complementação econômica com a Colômbia e a Venezuela e já assinou dois tratados semelhantes com o Peru e a Bolívia (GM).