O governo brasileiro já gastou mais de US$1 milhão na preparação de projetos para a região amazônica a ser financiado pelo Programa Piloto do grupo dos sete países mais ricos do mundo-- G-7. Mas até hoje nenhum centavo foi desembolsado pelo Rain Forest Trust Fund, o fundo administrado pelo Banco Mundial (BIRD) para gerir os recursos de US$1,5 bilhão prometido pelo G-7 em 1990. Este foi um entre inúmeros outros exemplos mencionados ontem, em São Paulo (SP), pelo ministro Sérgio Amaral, chefe de gabinete do Ministério da Fazenda que até recentemente era o principal coordenador das negociações de financiamentos para projetos ambientais do Ministério do Meio Ambiente. Outro exemplo de insucesso lembrado por Amaral foi o caso do Programa Nacional do Meio Ambiente (PNMA), criado em 1990. Em dezembro de 1993, passados três anos, só havia conseguido desembolsar US$20,5 milhões, de um total de US$117 milhões prometidos pelo BIRD. Em grande parte, Amaral atribui esses resultados ao impacto da instabilidade política, da crise fiscal e da inflação sobre a cooperação internacional. Grande volume de empréstimos concedidos em bases vantajosas para o país não pôde se viabilizar porque o Tesouro Nacional não autoriza as contrapartidas do governo brasileiro. As falhas, segundo ele, não foram apenas do governo brasileiro. "As equipes técnicas do Banco Mundial multiplicaram exigências e promoveram uma descabida e contraproducente interferência no planejamento e na execução de projetos", disse (GM).