México, Colômbia e Venezuela concluiram ontem quase três anos de complicadas negociações para a criação de um mercado de livre comércio entre os três países, o G-3, assinando um acordo que envolve a redução e eliminação de tarifas alfandegárias de praticamente todos os seus produtos de exportação. O convênio entrará em vigor no dia 1o. de janeiro de 1995, terá um prazo de 10 anos para ser totalmente implementado, e, acredita-se, facilitará a integração comercial de todo o Hemisférico-- do Alasca à Argentina. A importância desse acordo pode ser medido pela observação de apenas alguns dados: no conjunto, as três nações somam 150 milhões de consumidores, têm um Produto Interno Bruto (PIB) de US$340 bilhões e um movimento comercial de aproximadamente US$400 bilhões. O G-3 aproximará a Colômbia e a Venezuela do mercado norte-americano. Membro do NAFTA, o acordo de livre comércio com os EUA e o Canadá, o México poderá ser um elo entre as economias da América do Sul e do Norte e permitir, a longo prazo, uma aproximação das zonas de livre comércio-- NAFTA e G-3-- com o MERCOSUL, a união aduaneira entre Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai. Para regular a compra de produtos junto a terceiros, o G-3 prevê a criação de um Comitê de Insumos. Os três países-membros terão que pedir autorização do Comitê para adquirir produtos fabricados fora da zona de livre comércio (O ESP) (O Globo).