ASSESSORES DO PT SÃO MORTOS A TIROS NO RIO DE JANEIRO

Menos de um ano após o assassinato do sindicalista Demistóclides Baptista, o Batistinha, o Partido dos Trabalhadores (PT) do Rio de Janeiro voltou a ser alvo de um crime. Na madrugada de ontem, foram assassinados o historiador Hermógenes da Silva Almeida Filho, de 39 anos, e o advogado Reinaldo Guedes Miranda, de 34 anos, que assessoravam a presidente do partido no Rio, vereadora Jurema Batista. Crivados de balas, os corpos foram encontrados na mala de um carro no bairro de Abolição, zona norte da cidade. Na noite do dia 12, os dois participaram de um seminário sobre segurança pública. Ligados à Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara dos Vereadores e militantes do movimento negro, Hermógenes e Reinaldo tiveram participação ativa na apuração das chacinas de Vigário Geral e da Candelária. E é justamente por terem trabalhado nesses casos que a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) admite a possibilidade de o crime ter sido político. Militantes e parlamentares do PT deverão ficar em vigília até que a polícia apresente informações concretas sobre a autoria do assassinato. O governador Nilo Batista determinou que o secretário de Polícia Civil, Mário Covas, realize uma investigação rigorosa do caso. A vereadora Jurema Batista disse que não resta dúvida de que o crime foi um atentado político, feito por grupos de extermínio (O Dia) (O Globo).