A guerra de preços entre os fabricantes mundiais de computadores pessoais (PC) chegou ao Brasil com o fim da reserva de mercado, em outubro de 1992, arrastando numa crescente bola de neve distribuidores e revendedores que representam um variado leque de marcas nacionais e estrangeiras. A principal batalha foi detonada pela gigante do setor, a IBM, com sua decisão de produzir PC no país a partir do ano passado. Na esteira segui a Compaq, que anunciou a instalação de sua fábrica aqui no próximo semestre. Com a disputa pelo mercado, os PC ficaram entre 12% e 40% mais baratos nos últimos 12 meses. Os usuários acham que os PC ainda estão caros, mas poucos se lembram de que o preço dessas máquinas há 10 anos era equivalente ao de um automóvel zero quilômetro ou até maior. A tecnologia dos computadores evoluiu e hoje é possível comprar um PC com processador 486 da Intel, que pode rodar a maioria dos softwares do mercado e aceita CD-ROM, por menos de US$2 mil. Já o equipamento comercializado há 10 anos teria capacidade equivalente a um centésimo do processador 486 e seria vendido hoje como sucata por US$100. Os automóveis, ao contrário, ficaram mais caros. Para reduzir os preços, as empresas implantaram diversas medidas de ajuste. Negociaram descontos com fornecedores, diminuíram as margens de lucro e implantaram projetos de PC mais avançados, cujo conceito é ter menos componentes e consequ"entemente menor custo. Houve ainda demissões, automação e terceirização de serviços (GM).