O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, ligado à Força Sindical, resolveu suspender por tempo indeterminado o pagamento que fazia ao DIEESE. O DIEESE é sustentado por sindicatos. O dos metalúrgicos de São Paulo é o que mais contribui. A mensalidade de maio, não paga pelo sindicato, é de CR$6.250.799,79. O problema: a última Pesquisa de Emprego e Desemprego na Grande São Paulo (PED) do DIEESE/SEADE. A PED apurou que o rendimento médio mensal real dos assalariados teve aumento de 2,6% em março, primeiro mês da indexação à URV, frente a fevereiro. "Ao divulgar tal número, o DIEESE fala contra o trabalhador e traz o inferno à nossa categoria", disse o presidente do sindicato, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. A entidade organizou 150 greves por empresa e uma paralisação geral contra as perdas de mais de 30%, calculadas, segundo Paulinho, pelo próprio DIEESE. "Os empresários estão dizendo que nossas greves foram políticas, o que é uma inverdade, e se recusando a repor as perdas que de fato existiram", disse Paulinho. O diretor-técnico do DIEESE, Sérgio Mendonça, disse que o DIEESE optou por manter o cálculo dos salários da PED em cruzeiros reais, mesmo com a URV. "Da coerência dos critérios depende a nossa credibilidade", afirmou (FSP).