O Ministério da Saúde não considera representativa a pesquisa da Pastoral da Criança da Igreja Católica apontando um crescimento na mortalidade infantil. Segundo a Pastoral, nos primeiro três meses deste ano a taxa de mortalidade cresceu cerca de 15% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. No Nordeste, o crescimento chegou a 30%. Através de sua assessoria de imprensa, o ministro Henrique Santillo disse que a Pastoral atende apenas 1,9 milhão de crianças com idade até seis anos. Isso é menos de 10% dos 20 milhões de crianças carentes e não é uma
80454 amostra representativa, defendeu o ministro. O levantamento da Pastoral abrangeu 2.068 municípios de todos os estados. Isso representa 39% do total de municípios brasileiros. Na média, em 1993, morriam 28 crianças em cada mil que nasciam. No primeiro trimestre deste ano foram registradas 33 mortes em cada mil nascimento. Os médicos da Pastoral acreditam que o aumento da mortalidade pode ter sido provocado pelos três anos consecutivos de seca, cólera, desnutrição provocada pelo desemprego e crise do sistema de atendimento público de saúde. Segundo o ministro da Saúde, não se pode falar em aumento na taxa de mortalidade a partir de uma média trimestral ou de um pedaço do país. Pelas regras da Organização Mundial de Saúde, a taxa é calculada com os
80454 números relativos a 12 meses e os dados são referentes a todo o Brasil, afirmou. Para o Ministério, a pesquisa da Pastoral não levou em conta os efeitos sazonais (FSP).