PAUSA NA INTEGRAÇÃO RECEBE APOIO

O dirigente empresarial uruguaio Facinto Muxi afirma que existe consenso entre os governos do MERCOSUL para estabelecer exceções tarifárias até o ano 2006, o que significa uma pausa no processo de integração que os empresários têm reclamado insistentemente. Segundo Muxi, que é presidente da Câmara de Indústrias do Uruguai, isso permitirá "adequar os prazos à realidade" e demonstra que a reivindicação dos industriais uruguaios "foi levada em consideração" pelos governos da Argentina, Brasil e Paraguai. Sabemos que haverá exceção até o ano 2006, e na medida em que elas
80451 existam, não haverá mercado comum pleno, afirmou. Em relação à intenção de que no primeiro dia do próximo ano entre em vigor uma união alfandegária incompleta, Muxi disse que "achamos que isso seria forçar a marcha". Ele estima que nessa data "dificilmente estarão em funcionamento mecanismos necessários para a união, como as cláusulas de salvaguarda, o regime de competência, as medidas contra práticas desleais e o regime de zonas francas". Por outro lado, acrescentou, "teríamos uma tarifa externa cheia de exceções que, com certeza, vão gerar problemas na cadeia produtiva" (JC).