As bolsas de emprego ainda são desconhecidas pela maioria dos profissionais, mas têm potencial para amenizar o impacto da recessão no mercado de trabalho. Sindicatos, entidades empresariais e órgãos do governo são alguns dos mantenedores desse tipo de serviço. Em São Paulo há no mínimo 10 bolsas atendendo desempregados, recém-formados e profissionais insatisfeitos com suas posições atuais. Algumas existem há mais de duas décadas, como a da Câmara Americana de Comércio de São Paulo. Outras contam com um ano de vida. É o caso do Centro de Oportunidades Prolabor, em Brasília (DF), iniciativa do Ministério do Trabalho. Decanas ou estreantes, todas têm o mesmo objetivo: fortalecer o contato entre os profissionais e as vagas existentes nas empresas. As bolsas recebem currículos de profissionais e os incorporam a seu banco de dados, que costuma ser atualizado semestralmente. Quando têm que fazer uma contratação, as empresas-- que não precisam ser cadastradas previamente- - comunicam o perfil do profissional desejado, por telefone, por carta ou por fax. Também informam o número de vagas disponíveis. A quantidade de candidatos indicados a partir dos cadastros varia dependendo da bolsa e, geralmente, obedece à ordem de inscrição dos profissionais. Diferentes mecanismos regem cada bolsa de emprego, em função da infra- estrutura do patrocinador ou da concepção do serviço. As bolsas do Centro de Estudos e Serviços em Recursos Humanos do SENAC e dos sindicatos, por exemplo, diferem apenas quanto ao grau de sofisticação. A do SENAC, informatizada, recebe os currículos, armazena-os no banco de dados e cruza as informações coletadas com os perfis pedidos pelas empresas. São sete mil cadastros. O sistema os elimina automaticamente a cada seis meses. A empresa contratante paga 70% do primeiro salário do empregado ao SENAC. Para o profissional, não há despesas. Desde que foi criada, há um ano, a bolsa de emprego do Sindicato dos Economistas de São Paulo já recolocou no mercado 50 profissionais. O departamento tem, hoje, 800 currículos e não é informatizado. Desde que foi criada, também há um ano, mais de 20 empresas solicitaram profissionais por intermédio da bolsa de emprego do Sindicato das Secretárias do Estado de São Paulo (Sinsesp). Já as bolsas de emprego da Câmara Americana de Comércio e da FIESP trabalham com publicações nas quais são divulgados os anúncios de profissionais desempregados (FSP).