Frutas, verduras e legumes que já perderam o valor comercial e que geralmente vão para o lixo podem se transformar numa farinha altamente nutritiva e contribuir para o combate à fome no Brasil. As experiências estão sendo feitas no Laboratório de Gnotobiologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para fazer o pó vegegal chegar à população pobre, só falta o governo federal financiar a última etapa da pesquisa, para analisar o teor de vitaminas, minerais e a toxicidade do produto, segundo o estudo publicado na edição desta semana da revista Ciência Hoje, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Os alimentos usados nas experiências são aqueles geralmente rejeitados pelo consumidor: pimentões murchos, bananas de cascas escurecidas e jilós, tomates, cebolas, quiabos e repolhos muito maduros, que não são bonitos mas que ainda conservam o valor nutritivo. Após a secagem, os alimentos são moídos e transformados em farinha. O pó vegetal conserva as proteínas e os minerais existentes no alimento natural. Camundongos alimentados apenas com o pó vegetal conseguiram inclusive ganhar peso (O Globo).