OEA: ASSEMBLÉIA DE 1995 NO HAITI

Os chanceleres e chefes de delegação dos 34 países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) aceitaram ontem, durante a 24a. assembléia geral, em Belém (PA), o convite do presidente deposto do Haiti, Jean-Bertrand Aristide, e decidiram realizar a próxima assembléia da entidade, em 1995, na capital haitiana, Porto Príncipe. Com isto, os diplomatas deixaram claro que não dão vida longa à ditadura haitiana. É uma demonstração da firme disposição da comunidade interamericana de
80426 não tolerar a persistência da ditadura no Haiti, afirmou o chanceler brasileiro, Celso Amorim. O ministro brasileiro lançou a tese de que todos os países americanos se comprometam formalmente a ampliar a cooperação técnica e financeira no continente. Amorim disse que uma declaração formal nesse sentido deveria ser assinada na reunião de cúpula de dezembro, em Miami (EUA), entre os 34 países americanos. Segundo o chanceler, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) deveria abrir uma carteira de crédito para apoiar processos subregionais de integração, como o MERCOSUL. Celso Amorim destacou também a inclusão do debate sobre corrupção na pauta da OEA. "Até há pouco havia a idéia que países desenvolvidos queriam discutir o assunto, evitado pelos países em desenvolvimento. Mas agora ficou constatado que a corrupção é um problema mundia", afirmou o ministro (O Globo).