A Pastoral da Criança, da Igreja Católica, registrou crescimento de 25% a 30% na taxa de mortalidade de crianças de zero a um ano, na região Nordeste, nos três primeiros meses do ano, em comparação com igual período do ano passado. Em todo o país, o crescimento é de quase 15%. O levantamento abrange 2.068 municípios (39% do total) de todos os estados brasileiros. Foram acompanhadas 1,9 milhão de crianças. De 1989 a 1993, a taxa apurada pela Pastoral vinha caindo. Em 89, de cada mil crianças nascidas vivas, 53 morreram antes de completar um ano. Em 93, a taxa doi de 28 por mil. A taxa oficial no país é de 54 por mil (1992). Com base nos resultados do primeiro trimestre, a Pastoral prevê que a média nacional vá pular de 28 por mil para 33 por mil (aumento de 17,8%) este ano. E no Nordeste, de 38 por mil para 49 por mil (28,9%). Os médicos da Pastoral ainda estão avaliando as causas desse aumento. Apontam-se o terceiro ano consecutivo de seca, o cólera, a desnutrição provocada pelo aumento do desempreg e, em especial, a crise do sistema de atendimento público de saúde (FSP).