SEMINÁRIO DEBATE A GERAÇÃO DE EMPREGOS

O presidente da Associação dos Exportadores Brasileiros (AEB), Marcus Vinícius Pratini de Moraes, pediu ontem, com urgência, a redução das alíquotas de exportação e reforma tributária, para que o país possa gerar mais empregos. Ele participou do seminário "Gerar Empregos - Essa é a Saída", na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro (RJ), promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Segundo Pratini de Moraes, falta incentivo às exportações. Ele enumerou os três principais problemas enfrentados pelos exportadores e que prejudicam o incremento de empregos: as altas alíquotas, o conflito do financiamento das exportações através do Tesouro Nacional e os altos custos dos portos. O presidente da Associação Internacional de Direito Penal, Evandro Lins e Silva, defendeu, no seminário, a reforma agrária como forma de combater o desemprego e a miséria. Para ele, a solução é simples: basta produzir alimentos. "Obviamente, os resultados efetivos somente ocorrerão em 20 anos ou mais, porém é fundamental que se deflagre o processo já", afirmou. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, também atribui à crescente taxa de desemprego o estágio de pobreza do país, mas acusou os empresários de contribuírem para o encolhimento das ofertas de trabalho ao incluírem as demissões entre as primeiras medidas adotadas com vistas à contenção de despesas. Vicentinho defendeu como medidas para gerar mais empregos melhor distribuição de renda e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem diminuição de salário. "Não se trata de trabalhar menos, e sim de abrir novas oportunidades de trabalho", defendeu (JC).