O candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu ontem, no Espírito Santo, que um eventual governo petista subsidiará o crédito dos pequenos produtores. "Não dá para pensar em política agrícola sem subsídios ao setor", disse. Lula enfatizou também que fará a reforma agrária: "É um absurdo que uma pessoa como o Pedro Dotto tenha um latifúndio como ele tem no Acre, enquanto a maioria da população não tem sete palmos de terra para ser enterrada". Segundo o INCRA, Dotto é dono de 2,1 milhões de hectares no Acre, área correspondente a um país como El Salvador. No Rio de Janeiro, o candidato do PDT, Leonel Brizola, propôs um desarmamento geral que atingiria até a polícia. Brizola afirmou que a única opção ao desarmamento seria a guerra. Segundo ele, um desarmamento semelhante é que permitiu o controle da violência na Inglaterra. Brizola afirmou que o desarmamento era uma idéia e não uma proposta para seu eventual governo. Disse, porém, que se eleito transformará em crime o porte ilegal de armas-- atualmente é uma contravenção, ato ilícito punido com menor rigor. O candidato do PDT acusou o PT de estar organizando e manipulando os sem- terra para ocupar propriedades país a fora: "Religiosos e agentes do PT preparam os sem-terra para o PT com Lula. Transportam famílias em caminhões e promovem invasões num processo artificial". A seguir, Brizola se voltou contra a CUT, dirigida pelo petista Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho. "A liderança da CUT está levando ao radicalismo incosequ"ente", atacou, dizendo que a entidade conseguiu reduzir os salários de 60% para 30% da renda nacional (FSP) (O Globo).