CERTIFICADO DE ORIGEM DOS PRODUTOS DO MERCOSUL

O chefe do setor de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), Fernando Saboya, acredita que a indústria brasileira será beneficiada, caso seja aprovado o percentual de 60% de insumos nacionais para determinar o certificado de origem dos produtos do MERCOSUL. Apesar de os setores de bens de capital e de informática estarem sujeitos à perda de competitividade, mesmo com taxação de 60%, Saboya destaca que o percentual atual de 50% é prejudicial à indústria brasileira em geral. Não se sabe qual o percentual ideal de insumos do país de origem, pois
80371 varia de produto a produto, mas qualquer aumento de exigências de
80371 matérias-primas nacionais é positivo para o Brasil, pois é o país do
80371 MERCOSUL que já atingiu uma escala de produção mais verticalizada e conta
80371 com volume mais alto de insumos internos, destaca Saboya. O Brasil está pleiteando a aprovação do certificado de origem com 70% de insumos nacionais ex-fábrica, isto é, incluídas todas as despesas de transporte e embarque no cálculo. Já os outros países reivindicam que o percentual incida sobre preço FOB-- livre de frete e taxas alfandegárias. A Argentina quer que o percentual seja de 60%, enquanto o Paraguai pleiteia a redução para 30% e o Uruguai defende a manutenção dos 50% atuais (JC).