A inflação dos últimos 10 dias deste mês será mesmo expurgada da correção dos contratos. Embora recusando-se a admitir a expressão expurgo, o ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero, disse que o governo não permitirá a inclusão da taxa do último decêndio de junho porque a inflação no país não é medida do dia 1o. ao dia 30-- se o período fosse considerado, o índice corresponderia a 40 dias, não a 30. "Os que falam em expurgo querem, na verdade, ter não 30 dias, mas 40 dias para corrigir os contratos", explicou. É dado como certo no mercado que a maioria das instituições financeiras, portadoras de Notas do Tesouro Nacional (NTNs) indexadas ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), entrarão na Justiça contra o expurgo. As instituições projetam perdas entre 8% e 25% (JC).