ITAMAR QUER AMPLIAR LIVRE COMÉRCIO NO CONTINENTE

O presidente Itamar Franco abriu ontem, em Belém (PA), a 24a. Assembléia- Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) manifestando o desejo de que os países das três Américas assegurem o desenvolvimento econômico e social "mediante a solidariedade de todos para com todos". Mas ressaltou que o projeto do governo brasileiro é o de estabelecer a Área de Livre Comércio Sul-Americana, que integre, em mercado comum, os países do MERCOSUL, Grupo Andino e Iniciativa Amazônica. O desenvolvimento recomenda a presença de todos os países no mercado
80355 mundial, acrescentou, manifestando sua confiança na ação moderadora do GATT e na criação da Organização Mundial de Comércio. As duas entidades foram definidas por ele como Instrumentos democratizantes" das relações mercantis internacionais. "O MERCOSUL tem demonstrado como é possível reunir os nossos esforços em busca de vantagens mútuas e iguais", afirmou. Disse ainda que o Brasil acompanha com interesse a constituição e consolidação do NAFTA e os processos que se desenvolvem no Caribe e na América Central. Encerrando, e antes de declarar abertos os trabalhos da assembléia, o presidente disse que o Brasil tem todo interesse em valorizar a OEA como foro político e diplomático voltado para a busca de soluções pacíficas e negociadas para as questões que afetam os países latino-americanos. O secretário-geral em exercício da OEA, embaixador João Clemente Baena Soares, insistiu, em seu discurso, na necessidade de se continuar buscando uma solução pacífica para a crise no Haiti e defendeu o reingresso de Cuba na organização. "Não teria chegado a hora de readmitir Cuba na família latino-americana?", perguntou, sendo aplaudido de pé pelos representantes dos 34 países presentes à assembléia. Uma das estrelas da reunião, o presidente deposto do Haiti, Jean Bertrand-Aristide, pediu o aumento da pressão internacional para forçar a queda dos militares golpistas em seu país (O ESP) (JB).