As maiores empresas do país não conhecem as leis Rouanet (nacional) e Mendonça (estadual, São Paulo). Pior: essas empresas não acham que essas leis facilitam ou complicam suas políticas de investimento em cultura. São apenas indiferentes. Essa é uma das conclusões de uma pesquisa feita pela Adélia Francischini e Associados, a pedido do Serviço Social do Comércio (SESC) e do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (SEBRAE). A pesquisa, intitulada "Arte-Empresa", foi feita com 48 das 500 maiores empresas do país e envolveu 18 setores de atividade econômica. O estudo tenta fazer uma análise do mercado de marketing cultural e propaganda no país, segmento que hoje detém investimentos entre US$4,5 bilhões e US$6 bilhões. Das empresas pesquisadas (40% delas estão entre as maiores anunciantes do país), nenhuma demonstrou conhecer os mecanismos das leis. A visão geral é de que a possibilidade de abatimento que essas leis permitem é Irrisória" e que "não vale a pena utilizá-las". "Essa conclusão não é calamitosa. Ela aponta a necessidade de se fazer o marketing das leis, que são as mais generosas do mundo. Pode-se abater até 70% do investimento", diz o produtor Iakoff Sarkovas, um dos coordenadores do projeto. Segundo ele, um dos motivos pelos quais as empresas preferem investir em mídia de massa em vem de se associar a eventos culturais é a falta de preparo dos produtores culturais (O ESP).