O candidato do PPR à Presidência da República, Esperidião Amin, garantiu ontem que fará uma reforma agrária no país, "não como proposta de campanha vazia, mas como a continuação do que já fiz como governador em Santa Catarina", lembrando que assentou 2.503 famílias sem-terra, "o dobro do que o INCRA assentou nos três estados sulistas". E garantiu que comrpou terras à vista, já que não poderia pagar com títulos da dívida agrária. Amin não vê nenhum problema em enfrentar ocupações de terras: Enfrentei, em 25 de maio de 85, a maior invasão simultânea de terras no
80335 país, quando sete mil pessoas invadiram 11 fazendas em sete municípios
80335 catarinenses. E resolvi tudo pacificamente, sem desobedecer ordens
80335 judiciais. Até aluguei terras até concluir os assentamentos, recordou. O candidato salientou também outra boa experiência de apoio à criação de cooperativas de minifúndios e compra de terras e maquinário no sistema troca-troca (financiamento pago com parte da produção). Amin também recordou ter sido o primeiro prefeito do país a fazer uma desapropriação urbana por interesse social prevista na Constituição de 88, ao desapropriar uma área no dia 1o. de fevereiro de 1989 em Florianópolis. Se vencer a eleição, Amin prevê que os seis primeiros meses de governos serão destinados a programas básicos de incentivo à habitação popular e agricultura (JB).