Apesar de a legislação brasileira não obrigar a realização de auditorias ambientais-- verificação do cumprimento de normas em favor do meio ambiente--, entre 23 grandes grupos com potencial poluidor, nove já estão realizando auditorias para avaliar a eficiência de seus controles. Além disso, 13 grupos estão decididos a se submeter a essa radiografia nos próximos dois anos. Essa foi a constatação que surpreendeu a Boucinhas & Campos Auditores e Consultores no resultado de uma pesquisa voluntária realizada pela empresa, juntamente com a CSD-Geoklock, firma suíça de engenharia ambiental. A pesquisa, realizada em janeiro e fevereiro deste ano, se constitui num questionário com 13 perguntas. Dos entrevistados, 56,5% são empresas químicas e petroquímicas. De todos os grupos, 47,8% têm capital nacional aberto e apenas 13% capital nacional fechado. Entre todas as empresas, 90% afirmaram que a questão ambiental assumiu importância estratégica para seus negócios, sendo que 78,3% consideram que a razão principal da preocupação com essa questão é o relacionamento com a comunidade. Para 87% dos entrevistados, a auditoria ambiental aparece como ferramenta para aprimorar a gestão ambiental. Todas as empresas consultadas aplicam ou pretendem aplicar nos próximos dois anos em algum sistema de gestão de qualidade, que é um planejamento por parte da empresa no sentido de haver o cumprimento de suas próprias determinações e políticas ambientais (JC).