Os ambientalistas brasileiros elaboraram uma plataforma política para o meio ambiente com as principais reivindicações do movimento, que será entregue aos partidos e candidatos às próximas eleições gerais de outubro. No documento, eles pedem a revisão do programa pró-álcool, o rompimento do acordo nuclear Brasil-Alemanha, a revisão da lei de patentes em tramitação no Congresso e a reativação e incentivo aos sistemas de transporte, especialmente o ferroviário e hidroviário. Algumas das diretrizes da plataforma, que contém 25 itens, têm como base as propostas da área de meio ambiente levadas para a revisão constitucional, que não chegaram a ser votadas. Princípios que surgiram com a Rio-92, e que tiveram parecer favorável pela relatoria da revisão, serão incorporados no documento. Entre eles, o de "precaução", que garante a adoção de medidas preventivas em caso de risco de dano ambiental grave ou irreversível, independente de comprovação científica, e o de compensação financeira pela exploração de recursos naturais. Os programas dos partidos estão em negociação. Queremos conseguir que os
80296 candidatos assumam compromissos com a plataforma, disse a socióloga Katia Drager Maia, da coordenação nacional do fórum brasileiro de organizações não-governamentais e movimentos sociais, que reúne 1,2 mil entidades (GM).