A Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro está implantando nas escolas um programa de educação sexual para esclarecer alunos, pais e professores sobre a gravidez de adolescentes e doenças sexualmente transmissíveis, sobretudo a AIDS. São três os projetos de orientação sexual: Escola é Vida (para treinamento de professores e líderes comunitários, chamados de multiplicadores); Viver a Vida (que trabalha diretamente com os alunos e, de forma indireta, com pais e professores); e Jurisdrama, que leva a alunos de 2o. Grau a peça "Os Inimigos de Sidinha" (de Sida, AIDS em português), encenada por atores e alunos da Escola Nacional de Teatro. O Estado do Rio é o primeiro a ter um programa voltado para a
80278 sexualidade. Não falamos apenas em AIDS. Damos subsídios para que um
80278 professor possa responder, com naturalidade, a uma criança de cinco anos de
80278 onde vêm os bebês, disse a coordenadora Alba Maria Amaral. ""Saúde deve ser uma matéria interdisciplinar, ou seja, sempre presente no currículo escolar. Esse é um projeto de longo prazo. Estamos hoje ensinando às crianças a importância de se conhecerem melhor, para termos adultos saudáveis amanhã", concluiu. A Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA) tem, desde 1993, um projeto de orientação sexual contra a AIDS. Implantado em escolas de 1o. e 2o. Graus de várias cidades, o Viva a Vida orienta profissionais de educação e saúde para esclarecerem crianças e adolescentes sobre a doença. Criado depois do caso Sheila (a menina rejeitada por uma escola em São Paulo porque estava com AIDS), o projeto também forma multiplicadores, que dedicam 20 horas de aulas por semana para a orientação dos alunos. As cidades foram escolhidas através da análise do número de casos de AIDS registrados e da receptividade encontrada junto às autoridades. "As pessoas sabem que a doença existe, é grave, mas acham que Isso está longe de mim". É uma divisão entre razão e emoção, que não podem andar separadas quando o assunto é AIDS", disse a coordenadora Simone Monteiro (O Globo).