A Organização Internacional do Trabalho (OIT) está cobrando do governo brasileiro medidas práticas e imediatas para acabar com a discriminação generalizada contra mulheres, negros e mulatos na área de trabalho. A organização queixa-se de que, apesar das garantias do governo de que está empenhado no combate à discriminação, informações indicam o contrário: que empresas continuam impunemente a exigir até a esterilização de mulheres ou certificado de que não estão grávidas em troca de emprego. Negros, mulatos e mulheres também continuam a ter salários inferiores a brancos e homens, diz a organização. Essa cobrança foi feita num relatório do comitê de 20 especialistas da OIT. É esse grupo que verifica todos os anos se os governos estão ou não cumprindo os compromissos que eles assumiram no exterior. As denúncias de discriminação no Brasil, enviadas à organização sobretudo por sindicatos, constituem, segundo a OIT, uma violação clara da convenção internacional contra a discriminação, que o Brasil ratificou há 29 anos. O comitê também cobrou a adoção "sem maiores atrasos" de novas legislações contra a discriminação das mulheres (O Globo).