Com mais de mil greves e três mil conflitos que não chegaram à paralisação das atividades, o Equador é o quarto país sul-americano com maior índice de conflitos trabalhistas, depois da Argentina, Brasil e Peru, segundo estudo publicado pela imprensa de Quito, na semana passada. A baixa remuneração levou à maior parte dos conflitos, enquanto a negociação patronal às petições desencadeou a maioria das greves reconhecidas como legais pelo Ministério do Trabalho, detalhou o jornal El Comercio, baseando-se em dados governamentais e dos sindicatos.
80260 O salário-mínimo equatoriano equivale a US$33, ainda que o ministro do
80260 Trabalho, Alfredo Corral, diga que com todos os extras"" se aproxime de US$100. As 1.019 greves registradas entre 1983 e 1993 também tiveram origem nas demissões e na solidariedade com outras greves, enquanto os 3.195 conflitos ocorreram, além disso, por falta de cumprimento do pagamento do salário-mínimo e outro tanto por exigências de aumento salarial e do pagamento de horas extras (GM).