Os bancos credores do Brasil reduziram os prazos médios de crédito à exportação de 90 para não mais que 45 dias, ao mesmo tempo em que exigem um aumento do "spread" (taxa de risco) de 1%. A informação foi dada pelo presidente da Associação Brasileira de Bancos Comerciais e diretor setorial de câmbio e comércio exterior da FEBRABAN (Federação Brasileira das Associações de Bancos), Elmo de Araújo de Camões. Para ele, a perda de reservas de US$600 milhões ocorrida desde o dia da suspensão do pagamento dos juros da dívida (20 de fevereiro), levando o total a declinar para os níveis atuais de US$3,3 bilhões, deriva da corrida dos importadores para realizarem estoque, enquanto os exportadores especulam com mudanças cambiais. Ele disse ainda que para haver a prorrogação das linhas interbancárias e de comércio exterior, que vencem no próximo dia 31, será necessário que o país apresente um programa econômico de estabilização (FSP).