Dois relatórios sigilosos de órgãos de informação oficiais afirmam que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) estaria acumulando armas de fogo para usar em ocupações de terra. O primeiro relatório sobre as armas dos sem-terra foi elaborado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), órgão vinculado à Presidência da República. O documento afirma que os sem-terra estariam contrabandeando armas através do Paraguai. As armas estariam passando em pequenas quantidades por Foz do Iguaçu (PR) e estocadas em acampamentos e assentamentos de sem-terra nas áreas de conflito. O segundo relatório foi elaborado pelo serviço secreto da Polícia Militar do Rio Grande do Sul. Ele aponta o uso de armas de fogo em uma ocupação dos sem-terra. O relatório diz que os sem-terra teriam escondido "pelo menos 50 armas", entre fuzis e pistolas, no acampamento da Fazenda Santa Rita, em Lagoa Vermelha (RS). O MST nega possuir armas de fogo. A direção do movimento diz que os sem- terra usam apenas foices e facões "para sua defesa, durante as ocupações de terra". A possibilidade de confronto entre militares e sem-terra não se limita à questão das armas. Segundo as informações, o MST planeja ocupar 15 mil hectares em áreas das Forças Armadas se Luiz Inácio Lula da Silva (PT) for eleito presidente da República (FSP).