EXPORTADORES QUEREM A REDUÇÃO DE ALÍQUOTA DE IMPOSTOS

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviou ontem proposta ao governo para redução dos impostos indiretos (ICMS e IPI) sobre produtos exportados, hoje em torno de 15%, para 6% ou 7%. O presidente interino da CNI, Mário Amato, afirmou que os exportadores estão preocupados com os efeitos do provável congelamento do câmbio com a entrada da nova moeda, o real. "Não queremos privilégios, mas igualdade de condições com nossos concorrentes no mercado externo", disse. Segundo Amato, o congelamento do câmbio, de dois meses a no máximo quatro meses, "é inevitável" para o sucesso do plano de estabilização. Mas os empresários querem compensação. "Se não houver um processo concomitante de desoneração das exportações, vamos ter problemas", disse. Segundo ele, o câmbio já está com uma defasagem de 14% a 15% (FSP).