PREFEITOS REPUDIAM O MERCOSUL

Os prefeitos das cidades fronteiriças de Rocha, no Uruguai, e Santa Vitória, no Brasil, decidiram enfrentar os governos centrais dos seus países e anunciaram que não participarão de reuniões do MERCOSUL se não forem atendidas suas reclamações. A decisão foi tomada de forma conjunta pelo prefeito de Rocha, Irineu Riet, e pelo de Santa Vitória, José Patela, e foi comunicada oficialmente aos respectivos governos. A principal reivindicação dos governantes municipais é que seja permitida a entrada de máquinas e caminhões brasileiros em território uruguaio, para trabalhar nas áreas de fronteira. Um convênio entre Rocha e Santa Vitória prevê que a prefeitura uruguaia contribuiria com materiais de construção, enquanto a brasileira entraria com as máquinas, para a realização de obras nas rodovias regionais dos dois países. O acordo não pode ser concretizado, porque a alfândega uruguaia não permite a entrada de maquinário, o que requereria uma autorização do governo nacional do Uruguai, que não a concedeu. A alfândega brasileira, por sua vez, não permite a entrada em seu território dos materiais com que a prefeitura uruguaia deveria abastecer as obras conjuntas. "Não se pode conseguir uma integração entre países se não se consegue previamente a integração em nível local", disse Riet (JC).