O estoque da dívida mobiliária interna do Tesouro Nacional caiu do nível de US$101,271 bilhões de final de março para US$70,7 bilhões em fins de abril em consequ"ência da renegociação com os bancos credores internacionais. Esta transferiu do Banco Central para o Tesouro Nacional cerca de US$30 bilhões da dívida externa e implicou o desaparecimento do equivalente em títulos da dívida interna que estavam na carteira da autoridade monetária. Na previsão do governo, o estoque da dívida interna tende a cair ainda mais a partir de julho por outros dois motivos: primeiro, o processo de remonetização que permitirá abater títulos federais com a emissão monetária demandada pelo público com a chegada do real e, segundo, a iniciativa do Tesouro de ir buscar financiamento externo a custo mais baixo também terá reflexo no estoque de papéis carregados hoje pelo BC e pelo mercado. Dados do Tesouro mostram que na posição final de abril o Tesouro tinha US$27 bilhões de títulos em mercado e que um valor bem superior, de US$43,623 bilhões, representava o volume de papéis alocados na carteira do BC. Antes da transferência da dívida externa para o Tesouro, aquele valor no BC chegou a US$68 bilhões (posição final de março), mas ainda hoje é considerado muito elevado (GM).