A Procuradoria Regional do Trabalho, em Minas Gerais, vai entrar na Justiça contra 15 empresas que mantêm trabalho escravo em carvoarias do norte do estado. Caso sejam condenadas, as empresas poderão pagar multas que variam de cinco mil a 30 mil Ufirs (Unidades Fiscais de Referência) por dia para cada carvoeiro mantido em condições inadequadas de trabalho. Segundo a coordenadora para assuntos de defesa dos direitos sociais da Procuradoria, Maria de Lourdes Queiróz, a fiscalização feita pelo órgão encontrou inclusive casos de carvoeiros que apanhavam de chicote dos encarregados. Ela não informou os nomes das empresas notificadas, mas afirmou que foram encontrados cerca de 700 carvoeiros trabalhando em condições desumanas (O Globo).