O RAP CONTRA A FOME

Uma homenagem acima de qualquer suspeita. O nome do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, articulador nacional da campanha Ação da Cidaania Contra a Miséria e Pela Vida, foi cantado de todas as formas, com carinho e admiração, na noite do último dia 19 na quadra da Mangueira, no Rio de Janeiro (capital). Depois da apresentação de 36 raps, selecionados entre os mais de 200 inscritos no concurso Rap Contra a Fome, a grande vencedora foi a banda Domínio Público, integrada pelos rappers Nilson, Axel e Mad, do Morro do Juramento, com o "Rap da Fome". O segundo lugar, com o também chamado "Rap da Fome", coube ao casal Cazuza e Alexandra, de Pacheco (São Gonçalo), e a terceira colocação ficou com o rap "Homem Santo", da dupla André e Shock, de Neves (São Gonçalo). O primeiro lugar ganhará CR$1 milhão, o segundo lugar CR$600 mil e o terceiro, CR$400 mil. A banda Domínio Público terá o direito de gravar o seu rap no 12o. elepê da Furacão 2000 que será lançado em julho. O nosso Brasil só presta homenagem a grandes homens depois de mortos.
80096 Nós achamos que Betinho merecia uma homenagem dos mais desprovidos, mais
80096 necessitados, os excluídos, que não perdem o sentimento e acham através
80096 da música e da dança a maneira de desabafar, disse Rômulo Costa, da Furacão 2000, organizador do concurso (O Dia).