LIVRE COMÉRCIO ENTRE A EUROPA E O MERCOSUL

O MERCOSUL (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e a UE (União Européia), formada por 12 países, iniciaram estudos para a constituição de uma zona de livre comércio ente os dois blocos. Segundo o chanceler Celso Amori, o assunto começou a ser discutido no mês passado, em São Paulo (SP), na reunião de chanceleres do MERCOSUL com seus colegas europeus, à margem do encontro da UE com o Grupo do Rio. Dias atrás, o economista Manoel Marin, responsável pela área de desenvolvimento e pelas relações com a América Latina, em discurso em Londres (Inglaterra), lembrou que, apesar dos problemas na Europa Central, a UE não perde de vista a importância cultural e estratégica dos países latino-americanos. Notou que estes já começam a retomar o desenvolvimento e que têm sido, mais do que os asiáticos, o motor do crescimento das vendas externas européias. As exportações da UE para a América Latina cresceram 33% nos dois últimos anos. "Só no Brasil, de 1992 para o ano passado as exportações européias aumentaram 25%", comentou o embaixador Jório Dauster, representante brasileiro junto à UE. A principal condição para a formação de uma zona de livre comércio entre o MERCOSUL e a UE é a definição de uma tarifa externa comum, programada para o próximo mês de julho, pelo menos para 85% dos produtos intercambiados entre os quatro sócios. Com a tarifa externa comum, o MERCOSUL terá a sua união aduaneira. O primeiro passo já foi dado, ou seja, o reconhecimento pelos europeus de que confiam na formação do MERCOSUL, que pode ser um parceiro com capacitação econômica à altura do maior mercado do mundo, comenta Dauster (GM).